Um total de 860.503 empregos formais no Brasil foram eliminados em abril, em meio à nova pandemia de coronavírus, a maior perda mensal de empregos desde que os registros foram mantidos em 1992, informou o Ministério da Economia na quarta-feira.
O número representa um aumento de 17,2% nas demissões em comparação com abril de 2019, bem como uma contração de 56,5% nas novas oportunidades de emprego. As medidas de pandemia e conseqüente bloqueio impostas pelos governos estaduais para impedir a propagação do vírus levaram ao fechamento da maioria das empresas e fábricas comerciais, o que, por sua vez, levou à dispensa dos trabalhadores.
Em março, quando as medidas de bloqueio começaram a impactar a economia brasileira, 240.702 empregos formais foram perdidos. Entre janeiro e abril, quase 5 milhões de novos empregos foram criados no Brasil, uma queda de 9,6% em relação ao mesmo período de 2019 e 5,76 milhões de pessoas perderam o emprego, um aumento de 10,5% em relação ao ano anterior.
Os contratos de trabalho temporário também foram atingidos em abril, com a perda de 2.375 empregos, o saldo de 7.291 novas contratações e 9.666 demissões, enquanto o trabalho em meio período registrou 4.881 novas contratações e 14.029 demissões.
O Programa de Emergência do governo para Emprego e Manutenção de Renda, criado em abril, ajudou a preservar mais de 8,1 milhões de empregos no Brasil, informou o ministério. O programa ajuda os trabalhadores que foram beneficiados ou tiveram seus horários cortados, com dinheiro de emergência de 600 reais (114 dólares americanos) por mês.