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É oficial: Estamos a ficar loucos

Na varanda de um bar, antes do jantar, trinco uns nachos, evito a cerveja no vazio, após um dia longo e pesado, como todos os de quem hoje luta para sustentar o negócio, preservar empregos, servir e ser útil. Um agente policial, calmo e polido – é justo referir – explica que não se pode “comer ali sem máscara. Só lá dentro… Houve queixa”.

O queixoso está perto? Sente perigo? Qual é a lei que violo? O espanto não tem conversa… A funcionária, aterrorizada, telefona à proprietária, que manda fechar portas, com medo da autoridade.

Elogio, publica e consistentemente, o Governo pela seriedade no combate à pandemia, apesar do drama das pequenas e médias empresas, lojas, bares, restaurantes… todos os que não são ricos nem funcionários públicos. Apoio e divulgo a prevenção. Mas há limites: o bom senso esvai-se; logo, às autoridades pede-se mais; sobretudo na cidade à flor da pele. A lei não é dos queixosos e do pânico – defende-nos deles. A autoridade, a quem se confia a lei e a ordem, não pode pressionar cidadãos sem base legal; em nome do que acha – ou do que pensa o queixoso.

A polícia é essencial para salvar a calma e o bom senso. O uso de máscara é aconselhável – não é obrigatório. Num bar, a comer… por favor! Vou abusar da autoridade se vir alguém fumar sem máscara? E uma criança a comer um gelado? A pressão é muita, a sanidade é pouca… assim não há harmonia que aguente.

Há pânico por todo o mundo; depressão, violência, falta de senso… Conto outro caso, em Portugal, para que se veja que o problema não é só cá, nem especialmente da polícia. Num prédio de gente de bem – supostamente informada – o condomínio proíbe que se desça de elevador, para evitar o contágio. Mas pode-se subir, porque aí as escadas já aleijam… Deve ser a estirpe do Covid-19 em Lisboa: só ataca na descida. É oficial: estamos a ficar loucos. Pede-se ajuda às autoridades… e senhas para o psiquiatra.

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Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

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