“APRENDI E MUDEI MUITO NA NOSSA TERRA” - Plataforma Media

“APRENDI E MUDEI MUITO NA NOSSA TERRA”

 

Além dos 12 estudantes de Macau, Portugal e interior da China que participaram na terceira edição do InFluxUs, a Babel convidou este ano pela primeira vez artistas residentes em Macau para se juntarem ao programa.

 

Zhang Na Na tem 24 anos, estuda Escrita para Argumento na Academia de Cinema de Pequim e foi uma das 12 alunas convidadas pela Babel para participar na terceira edição do programa artístico InFluxus. Um projeto com muito de novo para esta jovem oriunda de Huaibei, na província de Anhui: foi a primeira vez que a estudante esteve em Macau e em Portugal. “Uma ótima oportunidade”, diz.

“Para nós, jovens de diferentes países e com diferentes culturas, é uma oportunidade para falar uns com os outros e saber o que fazem com esta idade, o que pensa a sua geração e o que sentem em relação ao mundo”.

A organização cultural Babel convidou este ano também pela primeira vez dois artistas.

Peng Yun, artista multimédia, concluiu este projeto com o filme `Sara´, que retrata “uma mulher que se encontra a si própria”.

Numa casa de banho pública, ao longo de 12 minutos, “esta mulher vai removendo lentamente a espuma que está espalhada por um espelho e deixa transparecer de forma verdadeira as suas emoções”, nota Peng Yun em entrevista ao Plataforma Macau. 

A artista de Sichuan, residente em Macau há cinco anos, constrói o seu trabalho à volta do universo da mulher. “Encontro um pouco de mim na maior parte das mulheres que procuro para os meus projetos”, vinca Peng Yun, realçando que “o Influxus é um programa que faz muito sentido por ser uma ponte que liga pessoas de Macau, China e Portugal e onde todos podem trabalhar em conjunto”.

Licenciada em pintura a óleo pelo Instituto de Belas Artes de Sichuan e com mestrado na área da multimédia da Academia de Artes da China, Peng Yun está nomeada na categoria de melhor artista emergente no uso de digital e vídeo para os prémios asiáticos de Arte Contemporânea Prudential Eye, que serão entregues em Singapura em janeiro do próximo ano.

Já na área da fotografia, a Babel convidou o fotógrafo Ieong Man Pan, que criou um álbum de fotografia a preto e branco e uma escultura fotográfica para dar voz ao tema proposto pela organização, “Memória e arquivo”.

A escultura “é uma impressão em cimento de uma mulher sem abrigo que encontrei nas ruas do Porto”, explica o jovem artista.

Inspirado pela azulejaria portuguesa, Ieong Man Pan optou por uma obra combinada: “A foto que por si só já é uma memória e este pedaço de cimento encontrado numa zona abandonada da China também é”.

Ieong Man Pan nasceu em Macau em 1985, estudou Publicidade na Universidade de Jinan, capital da província de Shandong, e completou o mestrado em Estudos Fotográficos na Faculdade de Artes de Chongqing.

Agora, Portugal veio mudar tudo. “Aprendi e mudei muito na nossa terra”.

 

Catarina Domingues 

 

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