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EDP NA GESTÃO DA CEM

 

A empresa elétrica portuguesa EDP,  detida por capitais chineses, indicou o seu representante Bernie Leong para presidente da comissão executiva da Companhia de Eletricidade de Macau (CEM).

Leong, que já integrava a comissão executiva da CEM vai substituir Franklin Willemyns, que liderava a empresa em representação dos interesses do consórcio sino-francês que integrava a francesa Suez.

A companhia francesa anunciou em meados de maio a venda à estatal chinesa Nam Kwong de 90% do capital que a ‘joint-venture’ Sino-French Holdings – formada com a NWS Holdings (de Hong Kong) – detém no consórcio Sino-French Energy Development, cujos remanescentes 10 por cento pertencem à King Class Limited (KCL), da propriedade de Stanley Ho.

A comissão executiva passa a ser constituída por apenas duas pessoas, tendo sido nomeado também Shi Yulin, indicado pela Nam Kwong. Também em representação desta empresa estatal chinesa, Xu Kaicheng preside ao conselho de administração da CEM, de que é vice-presidente o português João Marques da Cruz (EDP), num colégio de mais oito pessoas, de que faz parte Ilídio Pinho, um dos acionistas minoritários da empresa de eletricidade de Macau.

A CEM tem como principais acionistas dois consórcios de referência: o (até aqui) sino-francês e o sino-português, ambos com 42% do capital da empresa, cujas percentagens se manterão inalteradas.

O Governo de Macau tem uma participação de 8%, a China Power Internacional tem 6% do capital, sendo os restantes dois por cento detidos por acionistas locais.

Com a nomeação dos novos órgãos sociais coloca-se também um ponto final no diferendo que colocava em lados opostos os dois antigos consórcios de referência da CEM que não conseguiam – num processo que se arrastou por vários anos – um acordo para a nomeação da comissão executiva e do conselho de administração.

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