A atividade enquadrada numa iniciativa do ministério angolano da Cultura destina-se a promover a valorização e divulgação de figuras históricas africanas que lutaram pela independência dos povos do continente.
O corte da fita da cerimónia abertura da exposição teve a participação conjunta do governador do Cuanza Norte, Henrique André Júnior e do secretário de Estado da Cultura, Cornélio Caley. O evento, que decorre no centro cultural “Alda Lara”, na cidade de Ndalatando, está a ser marcado pela exposição de placards com imagens e narrações sobre os feitos e legados das duas figuras históricas referidas.
Estão também expostas obras de arte e diversos manuais que retratam as imagens da rainha Njinga Mbandi e de Aimé Césaire , no quadro de uma atividade que terá duração de 30 dias.
Na abertura do evento, Cornélio Caley referiu que o ato reveste-se de muita importância pelo facto do mesmo estar recheado de obras modernas que transmitem o passado e constituem uma oportunidade para os estudantes, sobretudo jovens, verem quanto a rainha Njinga Mbandi trabalhou para que a sua soberania fosse defendida.
“ Ela é uma exposição moderna, nos transporta para o passado e nos convida a sermos herdeiros verdadeiros de Njinga Mbandi”, referiu.
Cornélio Caley acrescentou que os atos da soberana espalharam-se pelo mundo e que a tenacidade e a luta pela liberdade igualdade e justiça, fizeram com os descendentes dos escravos do outro lado do atlântico como Aimé Césaire assegurassem esta vontade de ser e colocar o africano no seu lugar e de promover a igualmente dos africanos em relação aos outros povos.
O responsável apelou a população a afluir ao local da exposição, pelo facto do mesmo remeter as pessoas para os meandros da história angolana.
Assistiram a cerimónia de abertura, membros do governo, efetivos das Forças Armadas Angolanas (FAA) e da polícia nacional, entidades religiosas e tradicionais, bem como população.
Njinga Mbande foi uma rainha do reino de Matamba que lutou contra a ocupação colonial de Angola e liberdade dos negros, ao passo que Aimé Césare foi uma das principais vozes do Movimento Negritude, defensor das raízes africanas, sendo ainda um dos maiores poetas surrealistas do mundo.