INDÚSTRIA CRESCEU PELA PRIMEIRA VEZ NOS ÚLTIMOS SEIS MESES - Plataforma Media

INDÚSTRIA CRESCEU PELA PRIMEIRA VEZ NOS ÚLTIMOS SEIS MESES

 

A atividade industrial na China cresceu pela primeira vez nos últimos seis meses, em junho, de acordo com uma pesquisa apresentada na segunda-feira, aumentando as provas de que a segunda maior economia do mundo estará a estabilizar.

O PMI index do HKSB subiu para 50.8, contra 49.4 registado no final de maio, acima da linha de 50 pontos, que separa a expansão da contração. A satisfação dos mercados foi imediata e evidente, com o dólar australiano a ganhar um quarto de cêntimo contra o dólar, e as ações asiáticas a alargarem os seus ganhos.

A pesquisa apresentou melhorias em todos os setores da vasta indústria chinesa, com a maioria dos 11 subindicadores a acelararem em relação aos meses anteriores. O subindicador das novas ordens, que mede a procura interna e externa, aumentou para 51.8,  no que foi a sua melhor performance nos últimos 15 meses.

Um analista do BNP Parisbas, assacou a performamce a medidas tomadas pelo governo, nomeadamente a descida da taxa de câmbio e a baixa nos custos de financiamento bancário. “Acho que, no médio prazo, os remédios estão a funcionar um pouco e a economia poderá distender durante o verão”, considerou Richard Iley.

Nos últimos meses, as autoridades chinesas desenvolveram uma série de pequenas medidas, classificadas como “mini-estímulos”, para apoiar o crescimento da segunda maior economia do mundo, as quais incluíram um corte nas reservas dos bancos que financiam o setor agrícola e as pequenas e médias empresas.

Mas a recuperação tem sido incerta, fazendo aumentar as dúvidas se a economia pode atingir o objetivo de crescer 7.5% este ano, conforme estabelecido por Pequim.

Segundo Richard Yetsenga, analista de mercados globais do ANZ, se a China não se tornar mais agressiva nos estímulos à economia, a recuperação no setor industrial será morna. “É difícil ver uma retoma porque ainda não houve nada de significativo em termos de políticas”, disse.

Outros analistas apontam para riscos maiores na economia, nomeadamente no setor imobiliário. Na última semana, foram divulgados números que apresentavam um crescimento de 5.6% nos preços das novas casas, em maio, relativamente ao período homólogo de 2013, no que foi o maior abrandamento registado este ano.

 

 

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