O plano de Trump em avaliação prevê uma primeira fase de ações militares limitadas e cirúrgicas, direcionadas para alvos estratégicos, incluindo infraestruturas militares e instalações sensíveis ligadas ao programa nuclear iraniano. Caso essa ofensiva inicial não produza os efeitos políticos desejados, poderá seguir-se uma segunda fase de maior escala, envolvendo uma intensificação significativa da intervenção militar.
A estratégia está a ser analisada numa altura em que decorrem contactos diplomáticos indiretos entre os dois países, com o objetivo de alcançar um entendimento sobre o programa nuclear iraniano. Ainda assim, Donald Trump tem reiterado que não permitirá que o Irão desenvolva armas nucleares, sublinhando que todas as opções permanecem em aberto.
Fontes próximas da administração norte-americana indicam que a via diplomática continua a ser oficialmente privilegiada, mas admitem que o reforço da presença militar dos Estados Unidos na região funciona como instrumento de pressão nas negociações. Especialistas em relações internacionais alertam, no entanto, que mesmo um ataque limitado poderá desencadear uma escalada militar regional, com impactos imprevisíveis para a estabilidade do Médio Oriente.
Do lado iraniano, responsáveis políticos têm avisado que qualquer ataque será respondido de forma proporcional, classificando uma eventual intervenção como um ato de agressão. Teerão insiste que o seu programa nuclear tem fins exclusivamente civis e acusa Washington de utilizar a ameaça militar como mecanismo de coerção política.

