“Hoje, a India dá um passo decisivo na sua viagem nuclear civil. O reator de desenho e construção nacional alcançou a criticidade. Este reator avançado, capaz de produzir mais combustível do que consome, reflete a profundidade da nossa capacidade científica”, escreveu Modi nas redes sociais.
Este avanço coloca a Índia na vanguarda tecnológica mundial, juntando-se à Federação Russa e China como os únicos Estados com reatores rápidos de grande potência em fase operacional ou de provas avançadas.
Enquanto a Federação Russa opera modelos à escala comercial e a China mantém um reator de demonstração desde 2023, a Índia procura com esta instalação, de 500 megawatts elétricos (MWe), a viabilidade comercial para a sua independência energética.
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A chave deste reator é a sua capacidade para “reproduzir” combustível mediante neutrões rápidos, o que permitirá ao país utilizar as suas imensas reservas de tório e alcançar a independência energética total, segundo dados do Departamento de Energia Atómica.
A criticidade do reator foi alcançada depois de uma gestão acidentada que obrigou a atrasar o início dois anos, desde que começou a carga de combustível em março de 2024, devido a falhas mecânicas nos sistemas de transferência.
Relatórios de auditoria da comissão parlamentar de Ciência e Tecnologia da Índia revelam um atraso acumulado de 16 anos em relação ao plano original de 2010, o que fez disparar o orçamento dos 34,92 mil milhões de rupias iniciais (325,4 milhões de euros) para os 81,81 mil milhões reportados em junho de 2025.
Após alcançar a criticidade, o reator vai iniciar agora uma fase de provas em baixa potência, antes da sua ligação definitiva à rede elétrica, prevista para final de 2026.