Nos últimos dias, tensões militares na região fizeram subir o barril de petróleo tipo Brent para cerca de 86 dólares, perto de níveis que não eram registados desde meados de 2024, representando uma valorização de aproximadamente 13% em apenas quatro dias. Este aumento reflecte receios de interrupções no fornecimento de crude, sobretudo se as hostilidades continuarem sem um cessar-fogo definido.
As autoridades de países exportadores, incluindo o Qatar, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, alertaram que poderão suspender parte da produção caso a segurança das instalações estratégicas seja ameaçada. A escalada gerou nervosismo nos mercados financeiros globais, com quedas em índices e aumento da aversão ao risco, enquanto algumas bolsas asiáticas tentaram recuperar parte das perdas numa procura por oportunidades face à incerteza geopolítica.
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Especialistas económicos afirmam que a situação representa uma ameaça real às cadeias de abastecimento, podendo pressionar os custos de combustíveis, transporte e produtos essenciais, além de impactar o ritmo de crescimento das economias mais dependentes de energia importada.
O ministro da energia do Qatar, Saad al-Kaabi afirmou que a produção petrolífera do país permanecerá suspensa até que as hostilidades sejam completamente cessadas, o que poderá levar ao aumento do preço do petróelo.
“O sinal será quando as nossas forças armadas declararem que houve um cessar-fogo completo e que já não estamos a ser atacados”, disse, enfatizando que não colocará a população em risco ao retomar atividades na indústria petrolífera.
O ministro destacou que a guerra atual tem o potencial de afetar gravemente as economias globais, observando que “todos os exportadores de energia do Golfo poderão interromper a produção em poucas semanas, elevando o preço do petróleo para 150 dólares por barril”.