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Portugal em choque: polícias e sapadores detidos por crimes graves de abuso e violação

Esta quarta-feira ficou marcada em Portugal por um conjunto de operações policiais que colocam em evidência crimes de extrema gravidade cometidos em contexto laboral e envolvendo profissionais ao serviço do Estado. Em Lisboa e em Seia, forças de segurança e autoridades judiciárias levaram a cabo detenções relacionadas com crimes como violação, tortura e abuso de poder, em investigações distintas mas com pontos comuns.

Na capital, o Ministério Público e a Polícia de Segurança Pública confirmaram a detenção de sete agentes da PSP, no âmbito de um segundo inquérito relacionado com factos ocorridos na Esquadra do Rato. Foram realizadas nove buscas domiciliárias e sete não domiciliárias, estas últimas em esquadras da PSP.

O processo corre termos no DIAP de Lisboa, 11.ª Secção, e investiga a eventual prática dos crimes de tortura grave, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física qualificadas. As diligências foram presididas por sete magistradas do Ministério Público, estando o inquérito sujeito a segredo de justiça.

Em comunicado, a PSP reafirmou que continuará a colaborar integralmente com as autoridades judiciárias para o apuramento dos factos e a realização da justiça.

Abusos durante oito anos em Seia

Também na terça-feira, a Polícia Judiciária deteve quatro sapadores florestais do Município de Seia, com idades entre os 40 e os 51 anos, fortemente indiciados pelos crimes de violação, coação, coação sexual agravada e perseguição.

Segundo a PJ, os crimes ocorreram em contexto laboral, em locais ermos onde os suspeitos exerciam funções. A vítima é um assistente operacional de 61 anos, com funções de vigilância florestal, integrado na mesma equipa dos agressores.

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A investigação apurou que, desde setembro de 2018, a vítima foi sujeita a atos sexuais violentos, ações vexatórias e ofensas sexuais quase diariamente, durante cerca de oito anos. O inquérito teve início após uma denúncia apresentada pela própria vítima à GNR de Seia, motivada pelo agravamento do seu estado de saúde, associado aos abusos prolongados.

A operação foi conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal da Guarda e os detidos serão presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.

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