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Viver ao lado da guerra: há risco para os portugueses no Dubai?

A crescente tensão no Médio Oriente, num contexto marcado pelo agravamento do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, não alterou de forma significativa o quotidiano da comunidade portuguesa residente no Dubai.

De acordo com Paulo Paiva dos Santos, presidente do Portuguese Business Council no Dubai, os cerca de cinco mil portugueses que vivem no emirado mantêm-se serenos e continuam a sua vida com normalidade, apesar da natural apreensão gerada pelos acontecimentos na região.

Em declarações ao PLATAFORMA, Paulo Paiva dos Santos sublinha que a situação tem sido acompanhada de perto, em permanente articulação com a Embaixada de Portugal. “Estamos a gerir tudo em conjunto com a embaixada. Está tudo tranquilo e o serviço que está a ser prestado tem sido excelente”, afirmou, destacando o papel das estruturas diplomáticas e associativas no acompanhamento dos cidadãos portugueses.

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Nos dias seguintes aos incidentes, registaram-se alguns contactos isolados de portugueses a solicitar esclarecimentos, sobretudo para perceber de que forma poderiam regressar a Portugal caso a situação se agravasse. No entanto, esses pedidos foram poucos e não refletem um sentimento generalizado de alarme. Segundo o responsável, tal deve-se à forte confiança no governo do Dubai e na capacidade das autoridades locais para assegurar a estabilidade.

“Existe uma enorme confiança no governo do Dubai. As pessoas conhecem bem o historial do emirado e sabem que o xeique rapidamente repõe a normalidade”, explicou Paulo Paiva dos Santos, acrescentando que essa perceção tem sido determinante para manter a calma entre residentes e empresários portugueses.

O presidente do Portuguese Business Council fez ainda questão de esclarecer a natureza dos incidentes registados, afastando cenários de ataque directo ao emirado. “Não houve qualquer ataque deliberado ao Dubai. O que aconteceu foi a activação dos sistemas de defesa antiaérea, como sucede noutros países próximos de zonas de conflito, e a queda de alguns destroços”, referiu.

Apesar do contexto geopolítico sensível, a vida no Dubai decorre de forma natural. Comércio, serviços e actividades empresariais mantêm-se em funcionamento, e não existem, para já, indicações de alterações relevantes nas condições de segurança. “Há alguma apreensão, o que é normal, mas o dia-a-dia continua”, resumiu.

Paulo Paiva dos Santos destaca ainda o trabalho de proximidade desenvolvido quer pela embaixada, quer pelo Portuguese Business Council, junto dos cidadãos e das empresas nacionais a operar no emirado, sempre em estreita coordenação com as autoridades locais. Uma actuação que, garante, tem sido fundamental para assegurar informação, confiança e estabilidade num momento de incerteza regional.

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