James Jacinto, residente de Macau, está retido em Doha, no Catar, depois de ataques aéreos ligados à escalada do conflito no Médio Oriente terem levado ao fecho do espaço aéreo e ao cancelamento do seu voo para Lisboa. A crise intensificou-se após ofensivas de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão e subsequentes retaliações iranianas contra países vizinhos com presença militar norte-americana.
Jacinto recebeu vários alertas de segurança no telemóvel e relatou ter ouvido explosões e visto interceções de mísseis perto do hotel onde se encontra hospedado, embora permaneça em local considerado seguro, segundo a TDM. O residente, que vive atualmente em Portugal, disse não ter conseguido contatar as autoridades portuguesas no país nem saber quando poderá sair.
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A companhia de telecomunicações CTM indicou que mais de uma centena de cartões de Macau permanecem com ‘roaming’ ativo em vários países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait, Barém, Jordânia e Omã, além do Catar.
Os Serviços de Turismo afirmaram não ter recebido pedidos de ajuda até ao momento, embora tenham elevado para o nível máximo os alertas de viagem para o Irão, à semelhança do que já acontecia com Israel. A Embaixada da China também está a apoiar a retirada de portadores de passaporte de Macau e Hong Kong de Israel para o Egito.
O impacto estende-se ao setor turístico. O presidente da Associação da Indústria Turística de Macau, Andy Wu, disse que voos de grupos turísticos que viajariam via Médio Oriente foram cancelados, afetando itinerários entre a Europa e Macau, incluindo passageiros que passariam por Dubai.