O pacote estava previsto para ser aprovado na véspera do quarto aniversário do início da guerra na Ucrânia, mas foi bloqueado pela Hungria, que acusa Kiev de impedir a entrega de petróleo russo ao país através do oleoduto Druzhba.
“Lamentamos não ter conseguido acordo hoje. É um revés e envia uma mensagem que não queríamos passar, mas o trabalho continua”, afirmou Kallas numa conferência de imprensa em Bruxelas. A responsável sublinhou que é essencial enviar sinais claros à Ucrânia de que a UE mantém o seu apoio e continua a pressionar a Rússia.
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Kallas recordou que não é a primeira vez que a Hungria bloqueia decisões relacionadas com sanções à Rússia, mas destacou que, em situações anteriores, a UE conseguiu sempre encontrar soluções conjuntas. “Estamos a dialogar com os nossos colegas húngaros e eslovacos para avançar com este pacote. Não é fácil, mas o trabalho continua”, concluiu.
O adiamento do pacote deixa, por enquanto, sem resposta a intenção da UE de reforçar a pressão sobre Moscovo, coincidindo com um momento simbólico de aniversário da invasão russa à Ucrânia.

