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Perfil: “El Mencho”, o líder que levou o CJNG ao topo do crime organizado

Autoridades mexicanas mataram aquele que era considerado o criminoso mais procurado na América Central

Nemesio Oseguera Cervantes, mais conhecido como “El Mencho”, nasceu em 1965, tinha 60 anos, em Apatzingán, no estado de Michoacán, México. Considerado um dos criminosos mais procurados do mundo, El Mencho tornou-se líder supremo do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), um dos grupos criminosos mais poderosos do México e com influência internacional. Iniciou-se no crime organizado nas décadas de 1980 e 1990, associando-se a cartéis locais, e rapidamente ascendeu devido à sua capacidade estratégica, à violência extrema que empregava e ao controlo territorial que exercia. Sob a sua liderança, o CJNG expandiu-se para vários estados mexicanos e mercados internacionais, envolvendo-se no tráfico de drogas como fentanil, metanfetaminas, heroína e cocaína, assim como em extorsões, sequestros e ataques a rivais e civis para consolidar poder.

O cartel caracterizou-se por uma estrutura hierárquica rígida, com El Mencho no topo, e pelo uso sistemático de violência extrema, incluindo confrontos diretos com forças de segurança e ataques com armas automáticas ou drones armados. O CJNG tornou-se um dos grupos criminosos mais agressivos do país, estabelecendo presença em diversos estados mexicanos e no estrangeiro, particularmente nos Estados Unidos, na Europa e na América do Sul. O líder do cartel chegou a ter uma recompensa de até 15 milhões de dólares oferecida pelos Estados Unidos pela sua captura, sendo considerado uma ameaça internacional devido ao impacto do seu cartel no tráfico de drogas e na violência associada.

A morte de El Mencho, em fevereiro de 2026, durante uma operação militar em Jalisco, provocou uma retaliação imediata do CJNG, com bloqueios de estradas usando veículos incendiados, confrontos armados com forças federais e ataques a escolas, lojas e veículos em cidades como Guadalajara e Puerto Vallarta. Estes episódios demonstram como a eliminação de um líder de cartel pode gerar vazios de poder, levando a ondas de violência para assegurar o controlo territorial, a lealdade de membros e a manutenção das rotas de tráfico.

Apesar da sua morte, especialistas consideram que o CJNG continua operacional, embora possa enfrentar disputas internas pelo controlo do grupo. O legado de El Mencho reflete o nível extremo de violência e influência dos cartéis mexicanos, assim como os desafios persistentes do Estado mexicano para combater o crime organizado e proteger a população civil.

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