O novo ministro da Administração Interna de Portugal, Luís Neves, aceitou “sem reservas passar de um papel de chefia na investigação policial para um cargo executivo”, sublinhando que “o diretor nacional” da Polícia Judiciária (PJ) “não investiga ninguém”.
Poucos minutos após a tomada de posse como ministro da Administração Interna, no Palácio de Belém esta segunda-feira, Luís Neves manifestou-se disponível para responder a algumas questões e foi inquirido se não lhe colocava reservas integrar o Governo, depois de a PJ ter participado em investigações ligadas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro.
“O diretor nacional não investiga ninguém. Agradeço a questão que foi colocada para ficarmos imediatamente esclarecidos sobre esse tema. O papel do diretor nacional da Polícia Judiciária é organizar, é prover meios para uma instituição”, afirmou, salientando que o modelo base da PJ “permite que a informação esteja estanquizada”.
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“Por isso, senti-me completamente tranquilo, e muito tranquilo, relativamente à minha informação”, enalteceu.
Questionado se não se lhe colocaram reservas em aceitar o lugar, respondeu negativamente. “Não oferece reserva nenhuma. Aceitei com muito ânimo, ciente do papel que tive, ciente do papel que tenho e ciente da estanquização do cargo que agora assumo”, disse.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu hoje posse ao novo ministro da Administração Interna, Luís Neves, até agora diretor nacional da Polícia Judiciária, que substitui no cargo Maria Lúcia Amaral.
Numa curta cerimónia na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em Lisboa, também tomaram posse, reconduzidos, os três secretários de Estado deste ministério: Paulo Simões Ribeiro, secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Telmo Correia, secretário de Estado da Administração Interna, e Rui Rocha, da Proteção Civil.
Esta foi a primeira mudança na composição do XXV Governo Constitucional, o segundo executivo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro, que tomou posse há quase nove meses, a 5 de junho do ano passado.

