De acordo com informações preliminares do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o abalo ocorreu durante as primeiras horas da manhã, surpreendendo muitos residentes. Apesar de não ser considerado um sismo de grande magnitude, o evento foi fortemente sentido pela população, com relatos de vibrações de janelas, móveis a tremer e sensação de oscilação de edifícios.
Questionada pela Lusa, uma porta‑voz da ANEPC afirmou que, até ao momento, não foram recebidas notificações de vítimas ou danos consideráveis, mas os municípios de Mafra, Lisboa, Sintra, Cascais e zonas limítrofes permanecem em alerta para detetar eventuais fissuras, queda de rebocos ou outros impactos causados pelo tremor.
Segundo especialistas em sismologia, um sismo de grau 4.0 liberta energia suficiente para ser claramente sentido pelas pessoas, mas raramente causa danos estruturais graves. Contudo, a experiência pode ser perturbadora, sobretudo em zonas urbanas densamente povoadas.
“O território português situa‑se próximo da fronteira entre as placas tectónicas Euroasiática e Africana, o que o torna suscetível a atividade sísmica. Um sismo de magnitude 4.0 pode causar tremores fortes e gerar alguma inquietação, sem, no entanto, corresponder a um risco elevado de destruição generalizada”, explicou um técnico do IPMA”.

