Durante um encontro com jornalistas, Orbán revelou a sua admiração pelo presidente dos EUA, salientando que o seu país está disponível para mediar conversações para a paz: “Se Donald Trump tivesse sido presidente, esta guerra não teria começado. E se ele não fosse presidente agora, nem teríamos chance de alcançar a paz.”
A Hungria, no entanto, tem mantido uma posição divergente de outros aliados ocidentais, mantendo relações próximas com Moscovo e recusando o envio de armamento para a Ucrânia. Além disso, o país se opôs ao plano da Comissão Europeia de eliminar gradualmente até 2027 todas as importações de gás natural e GNL russos, intensificando o desentendimento com Bruxelas sobre a política energética e as relações com a Rússia.
Analistas internacionais veem estas declarações como parte da estratégia de Orbán de reforçar a posição da Hungria como interlocutor neutro e diplomático no conflito, ao mesmo tempo que mantém relações económicas e políticas com Moscovo.

