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Diques de Coimbra podem não conter as águas do Mondego: “Será como uma bomba”

A cidade de Coimbra vive um momento de alerta máximo devido à possibilidade de rebentamento dos diques do rio Mondego, numa situação considerada de risco elevado pelas autoridades locais e nacionais. A presidente da Câmara Municipal, Ana Abrunhosa, alertou que, se um dos diques ceder, o impacto pode ser comparado ao de “uma bomba”, sublinhando o carácter grave e imprevisível do potencial colapso.

Face à previsão de chuva intensa e ao aumento contínuo do caudal do Mondego, a Câmara Municipal de Coimbra ordenou a evacuação preventiva de entre 2.800 e 3.000 pessoas que residem em zonas ribeirinhas, incluindo localidades como São Martinho do Bispo, Cabouco, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila. A medida tem caráter preventivo e visa proteger a população caso a pressão da água sobre os diques, frágeis e antigos, ultrapasse os limites de segurança.

“O risco é muito real”, declarou Ana Abrunhosa em conferência de imprensa, explicando que a chuva persistente das últimas semanas e o elevado caudal dos afluentes, como o rio Seira que desagua no Mondego, estão a pressionar fortemente as estruturas de contenção. Segundo a autarca, os limites de projeto das obras hidráulicas já foram ultrapassados, o que torna mais provável o colapso em algum ponto ao longo da margem.

As autoridades civis, em coordenação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Proteção Civil, estão a realizar a evacuação porta-a-porta, com transporte e abrigo assegurados em centros de acolhimento preparados com apoio médico e logístico. A ordem de retirada também se estendeu a lares de idosos em São Martinho do Bispo, alguns dos quais já foram transferidos para locais seguros.

Além da evacuação de residentes, todas as escolas situadas na margem esquerda do Mondego terão as aulas suspensas na quarta-feira por motivos de segurança.

O alerta para a possível ruptura dos diques levou ainda a que medidas preventivas fossem tomadas nos concelhos vizinhos de Soure e Montemor-o-Velho, onde também se registam retiradas de moradores devido ao mesmo risco.

A situação em Coimbra permanece tensa, com as autoridades a monitorizarem continuamente a evolução dos caudais e a reforçarem os planos de evacuação, na esperança de que as estruturas hidráulicas aguentem a pressão das águas e a população possa regressar aos seus lares em breve.

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