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Stellantis num buraco de 22 mil milhões: o legado de erros de Carlos Tavares

Com as ações a caírem 30%, o grupo vale agora menos do que a imparidade anunciada. Um cenário de crise agravado pela polémica "saída dourada" de 36,5 milhões paga ao ex-CEO após o seu despedimento.

A Stellantis — o maior grupo automóvel do mundo em número de marcas, detendo um portfólio de 14 insígnias que juntam gigantes como Fiat, Peugeot, Citroën, Opel, Jeep e Ram — vive esta sexta-feira (6 de fevereiro) o seu dia mais negro desde a fusão que a criou em 2021. Uma derrocada financeira que confirma o fracasso das escolhas estratégicas do ex-CEO, o gestor português Carlos Tavares. Segundo dados da Reuters, o grupo anunciou custos extraordinários de 22,2 mil milhões de euros, uma “fatura” que a realidade do mercado impôs após o colapso da procura por veículos elétricos e a perda de terreno para os rivais chineses.

O atual CEO, Antonio Filosa, admitiu categoricamente: as apostas do seu antecessor foram “demasiado otimistas”, forçando agora um “reset estratégico” para tentar salvar a empresa.

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