A principal diferença reside na intensidade do vento. A depressão Kristin destacou-se pelas rajadas muito fortes, responsáveis por danos estruturais significativos, queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de eletricidade. Já a depressão Leonardo deverá trazer vento forte, mas, em princípio, menos extremo do que o registado durante Kristin.
Outro fator diferenciador é o tipo de impacto dominante. Kristin teve um carácter mais destrutivo e imediato, associado a vento intenso e fenómenos severos concentrados num curto espaço de tempo. Leonardo, por sua vez, deverá ter um impacto mais marcado pela chuva persistente e por vezes intensa, aumentando o risco de inundações, cheias e movimentos de vertente, sobretudo em zonas onde o solo já se encontra saturado.
Também o efeito acumulado distingue as duas depressões. Enquanto Kristin provocou danos diretos e visíveis, Leonardo surge numa fase em que o país ainda recupera desses estragos, o que agrava a vulnerabilidade das infraestruturas, linhas de água e terrenos instáveis.
Em termos de duração, Kristin foi um fenómeno relativamente rápido, embora muito violento. A depressão Leonardo poderá ser mais prolongada, com precipitação distribuída ao longo de vários dias, o que aumenta o risco de impactos graduais mas persistentes.
Por fim, há diferenças no tipo de alerta para a população. No caso de Kristin, a principal preocupação foi a segurança face ao vento extremo. Com Leonardo, as autoridades concentram-se sobretudo na prevenção de cheias, inundações urbanas e acidentes associados à precipitação intensa, apelando a cuidados redobrados na circulação e junto a cursos de água.
Em síntese, Kristin ficou marcada pela violência do vento e pelos danos imediatos, enquanto Leonardo deverá representar um risco sobretudo hidrológico, num contexto já fragilizado pelos efeitos da depressão anterior.