O Ministério da Cultura italiano enviou técnicos para inspeção da obra, enquanto a Diocese de Roma manifestou “desapontamento” e garantiu que pretende identificar os responsáveis. O artista da restauração, Bruno Valentinetti, de 83 anos, negou ter usado Meloni como modelo, afirmando que apenas restaurou o fresco que pintou em 2000.
Meloni comentou o episódio nas redes sociais, afirmando que “definitivamente não sou como um anjo”, acompanhado de um emoji a rir. A controvérsia ganhou destaque após reportagem do jornal La Repubblica, que publicou imagens do antes e depois do fresco, mostrando que o anjo, que segura um mapa de Itália, passou de um “querubim genérico” para uma figura com alegadas semelhanças com a primeira-ministra.
O pároco da igreja afirmou que as alterações resultaram apenas de retocagem devido a danos de água, e mostrou-se surpreendido com a polémica. “Os pintores costumavam incluir todo o tipo de elementos nos frescos”, disse Monsenhor Daniele Micheletti.
Partidos da oposição exigiram uma investigação formal. Irene Manzi, do Partido Democrático, considerou a situação “inaceitável”, enquanto o Movimento Cinco Estrelas alertou que a arte não deve ser usada como “ferramenta de propaganda política”.
O Ministro da Cultura, Alessandro Giuli, ordenou que técnicos oficiais avaliassem a intervenção para determinar a sua natureza e os próximos passos. A Diocese de Roma confirmou que tinha conhecimento da restauração, mas que não foi informada de alterações no rosto do anjo.