O jovem, queixando-se de dores intensas, admitiu aos médicos ter inserido um objeto no ânus, sem especificar qual. Durante a cirurgia para remoção do corpo estranho, a equipa médica percebeu tratar-se de um projétil militar com cerca de 20 centímetros de comprimento e pouco mais de 3 centímetros de diâmetro, datado de 1918.
Temendo uma explosão, os cirurgiões interromperam o procedimento e chamaram as autoridades. A polícia acionou a equipa de desativação de bombas, que ordenou a evacuação de toda a unidade hospitalar e estabeleceu um perímetro de segurança enquanto avaliava o dispositivo. Especialistas concluíram que o obus não representava perigo imediato.
O incidente levou à intervenção do Grupo de Apoio Judiciário, que abriu um processo contra o homem por posse de munição de Categoria A, segundo informações do jornal La Dépêche.
O jovem, que permanece em recuperação após a cirurgia, deverá ser interrogado nos próximos dias para explicar a origem do projétil.
O caso tem sido amplamente noticiado pelos meios internacionais, incluindo The Sun e El País, devido à inusitada combinação de urgência médica e risco explosivo que obrigou à evacuação do hospital.
Este incidente relembra os riscos de lidar com munições antigas, especialmente quando estão alojadas em contextos inesperados, exigindo coordenação entre equipas médicas e forças de segurança para garantir a segurança de todos os presentes.