Portugal investe cerca de 200 milhões de dólares (171 milhões de euros) anuais em medidas de adaptação às alterações climáticas, o que corresponde a 43% do valor necessário para se proteger contra fenómenos meteorológicos extremos, concluiu o McKinsey Global Institute.
“Portugal investe atualmente cerca de 200 milhões de dólares por ano em medidas de adaptação às alterações climáticas, um valor que corresponde apenas a 43% do investimento necessário para proteger o país dos impactos dos fenómenos meteorológicos extremos aos padrões das economias desenvolvidas”, segundo o estudo ‘Advancing adaptation: Mapping costs from cooling to coastal defenses”, do McKinsey Global Institute (MGI).
Ainda assim, conforme apontou, em comunicado, o montante investido por Portugal está 10 pontos percentuais acima da média global.
Um quarto do país está atualmente exposto a riscos climáticos, como cheias, incêndios florestais e seca, o que abrange cerca de 7% da população portuguesa.
Segundo esta análise, 22% da linha costeira está protegida nas zonas expostas a cheias e 30% das linhas elétricas encontram-se enterradas em áreas de risco de incêndio.
Num cenário de aquecimento global de 1,5º C previsto para 2030, cerca de 95% da população poderá estar exposta a riscos climáticos.
Esta percentagem sobe para 96%, em 2050, num cenário de aquecimento global de 2ºC.
“Para responder a este nível de exposição, o custo atual de adaptação em Portugal poderá aumentar para cerca de 2.000 milhões de dólares (cerca de 1.700 milhões de euros) por ano até 2050, o equivalente a dez vezes o investimento atual”, alertou o instituto.
Grande parte (68%) deste valor está relacionada com a adaptação a ondas de calor e seca.
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