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Serviços de Saúde reforçam preparação face ao vírus Nipah

As autoridades de saúde realizaram um colóquio dirigido ao sector para reforçar a vigilância, a deteção precoce e a resposta a eventuais casos de infeção pelo vírus Nipah, na sequência de registos recentes no leste da Índia

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Os Serviços de Saúde (SSM) acompanharam com atenção os recentes casos de infeção pelo vírus Nipah registados no estado de Bengala Ocidental, no leste da Índia, sublinhando que, até ao momento, a situação epidemiológica permanece circunscrita àquela região. As autoridades apelam, por isso, à tranquilidade da população, assegurando que foram adotadas, de forma preventiva, várias medidas de planeamento e reforço da capacidade de resposta a um eventual surto.

Entre as ações implementadas destacam-se o reforço da avaliação e do exame médico nos postos fronteiriços para indivíduos com histórico de viagem relevante que apresentem sintomas compatíveis, o aumento da capacidade de deteção laboratorial do vírus, a preparação de instalações de isolamento e a definição de planos clínicos para tratamento.

Paralelamente, foi intensificada a cooperação interdepartamental e o contacto com instituições e associações de saúde, com o objetivo de proteger a saúde de residentes e visitantes.

Neste contexto, os SSM organizaram, na quarta-feira passada, um colóquio sobre a resposta a infeções pelo vírus Nipah, dirigido sobretudo a associações de saúde, organizações e instituições sem fins lucrativos que prestam cuidados médicos. A iniciativa contou com a participação de mais de 100 profissionais do sector, demonstrando um elevado nível de envolvimento e preocupação.

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Na abertura da sessão, o diretor dos SSM, Dr. Lo Iek Long, alertou para o facto de, apesar da distância geográfica entre a Índia e Macau, a frequência do transporte internacional e a mobilidade de pessoas poderem facilitar a introdução do vírus. Sublinhou que existe risco de transmissão comunitária caso utentes provenientes de zonas afetadas recorram a cuidados de saúde sem que a situação seja identificada atempadamente. Nesse sentido, apelou às instituições médicas para reforçarem a vigilância, dando especial atenção ao historial de viagens ou de permanência na Índia, de modo a detetar e controlar precocemente potenciais fontes de infeção.

O chefe substituto da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças, Dr. Ieong Chon Kit, apresentou uma análise detalhada da situação epidemiológica atual, das vias de transmissão, dos sintomas clínicos, bem como dos aspetos-chave no diagnóstico, tratamento e notificação de casos suspeitos. O objetivo passa por reforçar a capacidade dos profissionais de saúde para identificar e comunicar rapidamente situações de risco, reduzindo a probabilidade de propagação na comunidade.

As medidas de prevenção e controlo assentam em três eixos principais:

  • O reforço da linha de defesa nos pontos fronteiriços, com procedimentos claros para encaminhamento hospitalar e avisos aos viajantes;
  • O aprimoramento dos preparativos médicos, garantindo orientações, reagentes de teste e equipamentos de proteção individual;
  • O reforço da divulgação pública de informação.

Os participantes manifestaram consenso e disponibilidade para colaborar com as estratégias delineadas. Os SSM indicaram ainda que poderão ser organizadas novas sessões informativas conforme as necessidades. Recorde-se que o vírus Nipah, identificado em 1999, é um agente zoonótico potencialmente fatal, com casos humanos registados sobretudo no Bangladesh e na Índia nas últimas duas décadas.

As autoridades aconselham a evitar deslocações às regiões afetadas e, em caso de viagem indispensável, a adotar rigorosas medidas de higiene, evitar contacto com animais doentes e procurar assistência médica imediata se surgirem sintomas após o regresso.

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