As conclusões constam da investigação que a antropóloga Isabel Pires realizou no âmbito da sua tese de doutoramento sobre práticas estéticas de mulheres chinesas em Lisboa.
Em entrevista à agência Lusa, a investigadora contou que o seu trabalho partiu da constatação de que as mulheres chinesas, como todas as asiáticas, têm um grande interesse nas transformações corporais, sendo a China atualmente um dos países que realiza mais cirurgias estéticas no Mundo.
Na China, as mulheres procuram sobretudo uma face triangular, um olhar mais aberto, uns olhos maiores, um nariz mais fino, um queixo mais pontiagudo e uma maçã do rosto mais elevada.
Isabel Pires não vê, nestes objetivos, qualquer procura por um modelo ocidentalizado. “Isto seria apenas redutor, seria até uma forma de olharmos de uma forma de superioridade, como se todo o Mundo girasse à volta da estética ocidental e como se a estética ocidental ainda fosse a prevalente”, disse.
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