A advogada de vários dos 37 alegados membros da organização de ideologia nazi 1143 detidos na terça-feira pela Polícia Judiciária (PJ) alegou esta quarta-feira, 21 de janeiro, que em causa está somente “um grupo de convívio”, sem nada de violento.
“É um grupo de convívio, não tem ali nada de violência”, defendeu à Lusa Mayza Consentino, à saída do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, onde os suspeitos detidos começarão hoje à tarde a ser apresentados a um juiz para serem identificados e, se assim o entenderem, prestarem declarações.
Questionada se considera que se trata de liberdade de expressão quando, segundo a PJ, o discurso constituiria uma ameaça para minorias étnicas, a mandatária disse acreditar que sim.
“Eu sou mulher, sou brasileira. Se fosse um grupo que realmente incita ao ódio ao imigrante, não estaria aqui”, sublinhou Mayza Consentino, acrescentando que conhece Mário Machado, tido pelas autoridades como o líder do grupo, “já há bastante tempo” e que este tem lutado por um Portugal “seguro e digno”.
Trinta e sete pessoas com “vastos antecedentes criminais” e “ligações a grupos de ódio internacionais” foram detidas na terça-feira em todo o país na operação “Irmandade”, no âmbito da qual foram ainda constituídos outros 15 arguidos e realizadas 65 buscas, anunciou então a PJ em comunicado.
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