A China é um importante ator económico, especialmente no setor mineiro, na Guiné-Conacri, país da África Ocidental com quase 15 milhões de habitantes.
Segundo a agência de notícias oficial chinesa, Xi Jinping enviou uma mensagem de felicitações ao general Mamadi Doumbouya no passado domingo, dia em que o Supremo Tribunal da Guiné-Conacri confirmou a vitória deste nas eleições presidenciais de 28 de dezembro, mais de quatro anos após o golpe de Estado que o levou ao poder.
Xi Jinping destacou que os dois países mantêm uma relação de longa data de “respeito mútuo” e apoio recíproco.
O Presidente chinês também afirmou também “estar pronto para trabalhar com Doumbouya para continuar a desenvolver a parceria de cooperação estratégica completa” entre os dois países.
O Supremo Tribunal da Guiné-Conacri proclamou a vitória do general Doumbouya com 86,72% dos votos na primeira volta de uma eleição presidencial feita à sua medida. Os líderes da oposição no exílio foram afastados das eleições num contexto de exercício exclusivo do poder.
A China está envolvida no gigantesco projeto mineiro de Simandou, que deverá tornar a Guiné-Conacri, um país pobre apesar dos seus importantes recursos naturais, um dos maiores exportadores de ferro do mundo.
Além disso, dos cerca de 15,1 mil milhões de dólares em bauxite e minerais de alumínio importados pela China entre janeiro e novembro de 2025, mais de três quartos (76%) provinham da Guiné-Conacri, de acordo com a administração alfandegária chinesa. O acesso aos recursos naturais é um dos grandes desafios do confronto estratégico em curso em África.
Apesar de o país ser rico em minerais, mais de metade da população vive abaixo do limiar da pobreza, de acordo com dados do Banco Mundial relativos a 2024.