O Estado gastaria, pelo menos, entre 194,8 e 954,4 milhões de euros para comparticipar por dois anos medicamentos para a obesidade aos 170.405 doentes dentro dos critérios do Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade.
Segundo a análise do impacto da comparticipação destes medicamentos feita pelo Infarmed, a que a Lusa teve acesso esta terça-feira (23), nesta população, os valores indicados têm em conta comparticipações entre os 15% e os 90%, sendo que o valor mais alto representa uma despesa de quase metade do total gasto pelo SNS em medicamentos entre janeiro e setembro deste ano (2.381,4 milhões).
O Infarmed, nas observações finais, recomenda que, caso se opte pela criação de um regime excecional de comparticipação – uma vez que estes medicamentos não se encontram abrangidos pelos grupos terapêuticos comparticipáveis -, “face ao elevado impacto económico”, o regime deve conter critérios explícitos de elegibilidade com base no Percurso de Cuidados Integrados para a Pessoa com Obesidade (PCIPO), da Direção-Geral da Saúde (DGS).
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