Nos últimos 25 anos, o número de cartas enviadas na Dinamarca caiu mais de 90%, enquanto o comércio eletrónico continua a crescer, levando a empresa a concentrar-se na entrega de encomendas. A medida implica também o despedimento de cerca de 1.500 funcionários e a remoção de milhares de caixas de correio vermelhas espalhadas pelo país.
Apesar do fim do serviço tradicional, os dinamarqueses poderão continuar a enviar cartas através da empresa Dao, que irá expandir os seus serviços a partir de janeiro. No entanto, os envios passarão a exigir deslocação a lojas próprias ou o pagamento de portes online, marcando o fim da conveniência das entregas domiciliárias automáticas.
Especialistas consideram o encerramento simbólico de um capítulo histórico na Dinamarca, um país altamente digitalizado, onde 97% da população adulta já utiliza o sistema nacional de identificação digital para comunicações oficiais.
Embora a mudança seja vista como prática e inevitável, o fim da entrega de cartas desperta uma nota de nostalgia, lembrando gerações que cresceram num país onde a correspondência física fazia parte do quotidiano.