Entre as cidades mais afetadas encontram-se Pristina (Kosovo), Daca (Bangladesh), Nova Deli (Índia), Pequim (China) e Lahore (Paquistão), todas com níveis de poluição muito acima dos limites recomendados pela Organização Mundial de Saúde.
Especialistas alertam que a poluição atmosférica não é apenas uma questão ambiental, mas também um risco grave para a saúde pública, estando associada a doenças respiratórias, cardiovasculares e mortes prematuras. O aumento da concentração de partículas em suspensão (PM2,5) e de gases poluentes como dióxido de azoto torna muitas cidades impróprias para atividades ao ar livre, especialmente para crianças, idosos e pessoas com condições de saúde pré-existentes.
Segundo relatórios recentes, as políticas de mitigação têm sido insuficientes ou descoordenadas, com esforços de redução de emissões muitas vezes limitados a centros urbanos mais ricos, enquanto cidades em países em desenvolvimento enfrentam desafios estruturais como tráfego intenso, indústrias poluentes e combustíveis de baixa qualidade.
A situação evidencia a urgência de ações globais coordenadas para combater as mudanças climáticas e melhorar a qualidade do ar, incluindo incentivo ao transporte sustentável, expansão de zonas verdes urbanas, regulação mais rigorosa da indústria e promoção de energias limpas. Especialistas alertam que, sem medidas concretas e consistentes, os efeitos da poluição atmosférica continuarão a agravar-se, tornando as cidades menos habitáveis e aumentando os custos sociais e económicos associados.