O fogo começou nas estruturas exteriores de um dos edifícios, que estavam cobertas por andaimes de bambu e redes plásticas utilizadas nas obras de renovação. As chamas espalharam-se rapidamente para pelo menos sete das oito torres, obrigando a uma mobilização de **mais de 1.250 bombeiros**, dezenas de viaturas de emergência e ambulâncias. Entre os mortos está um bombeiro que perdeu a vida durante as operações de salvamento.
Mais de 900 moradores foram evacuados e encaminhados para abrigos temporários, enquanto dezenas de feridos permanecem hospitalizados, alguns em estado grave devido a queimaduras e inalação de fumo tóxico.
As autoridades detiveram três pessoas — dois diretores da empresa de construção responsável pelas obras e um consultor de engenharia — sob suspeita de homicídio por negligência grave. As investigações preliminares indicam que os materiais utilizados nos andaimes e redes plásticas não cumpriam as normas mínimas de segurança contra incêndio, acelerando a propagação das chamas.
Especialistas apontam que esta tragédia evidencia falhas graves na segurança de edifícios urbanos, especialmente durante obras de renovação, e poderá levar a reformas profundas nas normas de construção em Hong Kong.
As operações de busca continuam, com as autoridades apelando à calma e à colaboração das famílias para localizar sobreviventes e identificar vítimas.