Como já tem sido seu hábito, Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou mais uma sessão solene, desta vez do 25 de Novembro, para dar uma aula de História. Foi preciso recuar 600 anos e parafrasear a carta escrita pelo rei D. Pedro para lembrar a “temperança, o equilíbrio e a moderação” dos portugueses. “Entre o risco da violência e a temperança, no 25 de Novembro venceu a temperança”, referiu perante os deputados, na sessão solente, no Parlamento, esta terça-feira.
“Com o Portugal de há 50 anos ou de hoje é fácil de entender. Muitos dos problemas de então são ainda vistos há meio século ou hoje. Mas talvez ainda mais importante seja a temperança como virtude nacional. Apesar de tanta história de guerras naqueles primeiros quase três séculos, pela independência, pela conquista do território, pelo poder interno, Dom Pedro, que morreria às mãos de um sobrinho, pensava que ainda assim a nossa grande virtude, que evitava o pior e nos unia pelo melhor, era a temperança”, apontou o presidente da República.
Foram vários os partidos políticos que saudaram o papel de Ramalho Eanes, antigo presidente da República, no 25 de Novembro. Em diferentes momentos da sessão solene, o antigo chefe de Estado, presente na cerimónia, foi aplaudido pela Esquerda e a Direita. Marcelo Rebelo de Sousa lamentou que Eanes, primeiro presidente da República eleito em democracia, não tenha aceite ser marechal em vida, à semelhança do que aconteceu com Costa Gomes e Spínola. “A história da democracia portuguesa nunca conseguirá explicar que a humildade do general Ramalho Eanes tenha impedido elevar ao marechalato”, declarou.
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