A delegação americana é liderada pelo secretário do Exército, Dan Driscoll, figura próxima ao vice-presidente J.D. Vance, que estaria desempenhando um papel chave neste novo esforço diplomático. Do lado ucraniano, participa Kyrylo Budanov, chefe da inteligência militar (GUR), segundo fontes citadas pela imprensa.
O pano de fundo é tenso: a proposta de paz dos EUA, originalmente com 28 pontos, teria sido reduzida para cerca de 19 para tornar o documento mais aceitável para Kiev, depois de resistência frente a concessões vistas como favoráveis à Rússia.
Os pontos controversos incluem restrições militares, limites territoriais e uma possível proibição da Ucrânia aderir à NATO – itens já criticados por europeus e por partes da comunidade internacional.
Enquanto isso, ataques russos intensificaram-se: na madrugada, mísseis e drones atacaram Kyiv, matando ao menos seis pessoas, segundo relatos.
A ofensiva gera desconfiança, especialmente entre aqueles que veem os diálogos como uma possível “pressão diplomática” para empurrar a Ucrânia a um acordo desfavorável.
A reação internacional é cautelosa: o presidente francês Emmanuel Macron alertou para o risco de um acordo que possa conceder à Rússia “liberdade para ir mais longe” se a segurança da Ucrânia não for garantida.