Metade dos mais de 3,1 milhões de escravos que desembarcaram no Brasil de 1574 a 1856 foi comprada em portos de Angola e da região da Costa da Mina, que corresponde ao território atual de Gana, Togo, Benin e Nigéria, na África.
No porto de Luanda, capital angolana, foram vendidas mais de um milhão de pessoas; nos portos da Costa da Mina, 569 mil. Outros 549 mil escravos foram comprados nas cidades de Benguela e Cabinda, reforçando a posição de Angola no tráfico. A origem dessas pessoas e quem eram, porém, é algo que historiadores trabalham para decifrar.
A Folha analisou dados de mais de 36,1 mil viagens disponibilizadas pelo The Trans-Atlantic Slave Trade Database, do site Slave Voyages, mantido por um consórcio de oito universidades, a maior parte dos Estados Unidos. Desse total, 9.700 viagens chegaram ao Brasil, com 3,168 milhões de escravos. A estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é um pouco maior, de cerca de 4 milhões.
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