Esta sessão, no Tribunal Central Criminal de Sintra, ficou, porém, marcada por algumas contradições nos depoimentos, tal como já tinha acontecido na anterior. As principais dúvidas levantam-se quando as testemunhas são confrontadas pelo advogado de defesa do agente sobre o que dizem agora e o que afirmaram no primeiro interrogatório, na Polícia Judiciária.
“Nunca vi o Odair com nenhum objeto nas mãos. Tenho a certeza, vi tudo da minha janela. Entre o primeiro e o segundo disparo, o Odair não tinha nada nas mãos”, afirmou, esta segunda-feira, Nuno Baptista, de 43 anos, morador na Cova da Moura, o primeiro a ser ouvido pelo coletivo de juízes no Tribunal de Sintra.
Este foi um dos depoimentos que levantou algumas dúvidas ao tribunal, uma vez que viria a dizer posteriormente que viu tudo pelo “buraco do estore da sua varanda”. Um pormenor que ganhou relevância quando afirmou depois que, mesmo a essa distância, conseguiu ver o local do corpo onde Odair foi atingido.
Uma afirmação que levou uma das juízas a comentar: “O senhor tão cedo não vai precisar de óculos “.
Leia mais em Jornal de Notícias