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Ministra da Saúde não se demite e diz que grávida que morreu não estava a ser acompanhada

Ana Paula Martins afirmou, esta sexta-feira, no Parlamento, que a grávida guineense que morreu após uma cesariana de emergência, no Hospital Amadora-Sintra, teve uma primeira consulta no SNS no dia 29 de outubro. "Não, não me demito", disse a governante, na sequência de uma pergunta da deputada do Chega, Marta Silva.

Segundo a ministra da Saúde, a utente teve uma primeira consulta no dia 29 de outubro, tendo sido a primeira vez que deu entrada no SNS numa “consulta de rotina”. Com 38 semanas de gravidez, a mulher de 36 anos apresentou uma “hipertensão ligeira”, no mesmo dia, e foi referenciada para a urgência de obstetrícia, com “indicação de internamento às 39 semanas”.

Na madrugada desta sexta-feira, 31 de outubro, a utente ligou para o 112 com queixa de “falta de ar”. À chegada dos elementos de emergência, foi constatado que a mulher grávida estava em paragem cardiorrespiratória. Foi solicitada a Viatura de Emergência Médica e Reanimação (VMER) do Hospital Amadora-Sintra. Minutos mais tarde, a mulher deu entrada nas urgências e foi realizada uma cesariana de emergência.

Na audição da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, no Parlamento, a propósito do Orçamento do Estado para 2026, a ministra afirmou que não se demite, após a deputada do Chega Marta Silva a ter questionado sobre a responsabilidade política do caso.

A mulher acabou por morrer e o recém-nascido encontra-se “sob vigilância médica, com prognóstico muito reservado”, nos cuidados intensivos neonatais, indica o comunicado do Hospital Amadora-Sintra, esta sexta-feira.

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