Passará a ser um dos sete deputados nomeados pelo chefe do Governo, Sam Hou Fai, na próxima legislatura.
O analista Sonny Lo olha para este acontecimento de várias perspetivas. Por um lado, pensa que o objetivo foi aumentar a ligação entre poderes, o legislativo e o executivo, mas também dar mais poder, conhecimento e experiência noutras áreas a Wong Sio Chak, que está destinado a outros voos. E por fim, não exclui a hipótese de André Cheong ser o próximo presidente da Assembleia Legislativa.
O analista político Sonny Lo pensa mesmo que a mudança de André Cheong para a Assembleia possa representar um sinal de uma nova estratégia que visa aproximar o poder legislativo do poder executivo e melhorar a comunicação existente. “Espera-se que ele desempenhe um papel de ponte entre o Conselho Executivo e o Conselho Legislativo”, explica.
Sonny Lo olha também para a subida de Wong Sio Chak a número dois do Executivo como um sinal para uma futura mudança na liderança do Governo.
O plano será o de dar mais experiência em outras áreas a um governante que há mais de dez anos é secretário para a Segurança. “A ideia é a de que ele possa adquirir uma experiência mais ampla noutros assuntos, especialmente aqueles que estão relacionados com a Administração ou mesmo da zona de cooperação aprofundada com Hengqin (…) Parece que há uma espécie de planeamento para a sucessão na liderança. E isso é realmente interessante e inédito”, analisa o comentador político.
Apesar de olhar para os acontecimentos das últimas horas e tentar encontrar neles explicações e motivações, o comentador político não esconde que esta situação apanhou a todos de surpresa. Isto porque não há memória de movimentações deste tipo na história recente de Macau.
Ainda para mais porque o nome de André Cheong chegou a ser ventilado para a sucessão de Ho Iat Seng, mas acabou por ser Sam Hou Fai o escolhido.
Esta saída do Governo, na ótica de Sonny Lo limita o futuro político do até agora secretário para a Administração e Justiça. “Tendo em conta a sua idade, o seu futuro político parece ser limitado, a menos que Macau não haja candidatos suficientes apontados no futuro para Chefe do Executivo”, defende.
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