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Emprego ligado ao turismo e à segurança leva a novo recorde nacional

INE. Taxa de desemprego caiu para 5,9% no segundo trimestre, um dos valores mais baixos em 20 anos. Fora os tempos atípicos da pandemia, é preciso recuar a 2002 para encontrar marcas inferiores.

A economia portuguesa criou mais de 148 mil postos de trabalho no segundo trimestre face a igual período de 2024, superando agora a marca recorde e histórica de quase 5,3 milhões de empregos, fruto do aumento de 2,9%, o maior desde a reta final da pandemia, quando a economia estava a recuperar da destruição dos confinamentos, mostram dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicados esta quarta-feira.

O impulso veio, essencialmente de duas grandes classes profissionais. Pelas contas do DN, o maior contributo procede do grupo “trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores”, onde, diz o INE, estão “assistentes de viagem, comissários de bordo, guias turísticos, cozinheiros, empregados de mesa, empregados de bar, cabeleireiros, esteticistas, manicures”, mais vigilantes, porteiros, guardas, bombeiros, polícias e vendedores de toda a ordem. Só neste grupo, a criação de emprego chegou quase a 85 mil casos no ano que terminou em junho passado.

O segundo maior impulso veio dos “especialistas das atividades intelectuais e científicas”, onde estão cientistas, engenheiros, professores, médicos, advogados, artistas (escritores, músicos, pintores) e consultores. O balanço feito pelo INE aponta para mais de 64,3 mil novos empregos, também segundo cálculos do DN.

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