Macau pode vir a desempenhar um papel ainda mais relevante na aproximação económica entre a China e os países de língua portuguesa. Esta é a ambição partilhada entre o governo da RAEM e a AECP, que se reuniram no início deste mês, para reforçar a cooperação sino-lusófona, com destaque para o papel estratégico de Macau.
Na reunião, o secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Yip, e o membro do Conselho de Administração do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), Leong Wa Fong, receberam a vice-presidente e secretária-geral da AECP, Xu Dan, e a presidente do recém-criado Comité de Trabalho de Macau, Lao Chao Peng.
Xu Dan apresentou os planos da associação, sublinhando que a criação do comité em Macau visa potenciar a cidade como plataforma de serviços para a cooperação sino-lusófona, abrindo novas vias de colaboração entre empresas da China, de Macau e dos países de língua portuguesa.
Tai Kin Yip elogiou a iniciativa como estratégica e destacou o ambiente estável de Portugal e a longa relação bilateral entre os dois países. Expressou ainda o desejo de que a AECP contribua para uma “internacionalização conjunta” e participe ativamente no desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin e na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.
Fundada em Lisboa em 2015, a AECP agrega 27 empresas chinesas com operações em Portugal, atuando em áreas como energia, finanças, telecomunicações, saúde, agricultura e construção. Entre os membros destacam-se o Banco da China, Huawei, Grupo Fosun, ICBC e Haitong Bank.
A associação compromete-se a reforçar a ponte entre os mercados lusófonos e a China, com Macau no centro da estratégia de expansão e colaboração económica internacional.