A Cimeira da Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos (ECTAA) teve lugar pela primeira vez em Macau esta semana, com o seu presidente Frank Oostdam a comentar não ter grandes esperanças que a União Europeia considere maior liberdade de entrada e movimento para turistas chineses apesar de medidas semelhantes das autoridades chinesas.
A China introduziu uma política unilateral de isenção de vistos para muitos países europeus, incluindo os da UE, permitindo aos cidadãos entrar até 30 dias para negócios, turismo, visitas familiares e trânsito. Cidadãos de 38 países europeus podem permanecer na China sem visto até 30 dias, numa medida válida até ao fim deste ano.
“Não temos contactos diretos com oficiais chineses, mas ouvimos que as perspetivas [para uma continuação da política de vistos] são positivas. A facilidade de entrar sem vistos é vital. Esperamos que esta política de isenção continue”, Frank Oostdam, Presidente da ECTAA, comentou.
Oostdam também destacou a necessidade de facilitar a entrada de turistas chineses na Europa: “A ECTAA é completamente a favor de melhor mobilidade de pessoas. Nós continuamos a ‘bater à porta’ da Comissão Europeia para diminuir os requisitos de entrada para pessoas de fora da UE, que permita maior liberdade de viagem.”
No entanto, observou que “o atual clima político na Europa não mostra muito entusiasmo neste sentido” e, pelo contrário, é mais a favor de maiores restrições. “A ECTAA quer mais pessoas a viajar pelo mundo, mas não estamos muito otimistas que haja melhorias neste sentido.”
O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, reiterou que a isenção de vistos por parte da China é “extremamente importante tanto para o mercado emissor português quanto europeu”.

A confederação das associações nacionais de 32 países europeus representa 80.000 agentes de viagens e operadores turísticos.
“Lamentamos que não exista uma solução semelhante na Europa para os turistas chineses; gostaríamos muito que isso acontecesse. Os vistos prejudicam a mobilidade, e a mobilidade é benéfica para o mundo”, apontou.
A confederação das associações nacionais de 32 países europeus representa 80.000 agentes de viagens e operadores turísticos.
Membros oriundos da Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Finlândia, Alemanha, Grécia, Letónia, Malásia (membro internacional), Holanda, Portugal, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, e Espanha, num total de 40 delegados, estarão em Macau para a cimeira, criando uma oportunidade única para promover o potencial da cidade como destino turístico.
Na reunião da indústria participam mais de 60 representantes do setor turístico local, com os dois lados a debater os hábitos e as necessidades dos turistas europeus e do continente, incluindo sugestões para otimizar os procedimentos de visto para turistas do continente que desejam visitar a Europa.
A cimeira entre 2 e 5 de junho inclui duas sessões de discussão temática, além de atividades de inspeção em Macau e Hengqin.