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Violação de quase 1 milhão de alemãs no final da Segunda Guerra revela lado oculto da vitória contra nazistas

Soldados negros americanos ou de forças coloniais francesas foram bodes expiatórios dos abusos em massa

A historiadora alemã Miriam Gebhardt estima que cerca de 870 mil mulheres alemãs tenham sido vítimas de estupro cometidos pelas tropas vitoriosas durante a guerra e o período da ocupação —um crime em massa que, até o início dos anos 2010, não havia sido investigado com seriedade.

Pesquisas mais recentes mostram que, embora os soldados soviéticos estejam entre os principais responsáveis, eles não foram os únicos. No Ocidente, acusações que recaem sobre norte-americanos e tropas coloniais francesas acabam por encobrir responsabilidades muito mais amplas.

Metade dos casos foi atribuída aos soviéticos, um quarto aos norte-americanos, e o restante às forças francesas, belgas e britânicas. Historiadoras de diversos continentes, baseadas em relatos de testemunhas e vítimas, desvendam agora esse passado sombrio que reflete, mais uma vez, o estupro como arma de guerra.

Escolher o agressor para sobreviver

No diário reescrito após a guerra e publicado com o título Uma Mulher em Berlim, uma jornalista de cerca de trinta anos descreve os meses de abril e maio de 1945 de maneira semelhante: hordas de soldados bêbados estuprando repetidamente as mulheres que encontravam. Segundo seu relato, as que ainda tinham forças tentavam identificar entre os estupradores aquele que fosse menos brutal, que ao menos pudesse protegê-las dos demais.

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