O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a estimativa sobre o crescimento económico de Macau deste ano, que deverá ser de 3,6 por cento. A revisão consta no novo relatório sobre as expectativas económicas, que foi publicado na passada terça-feira.
As estimativas anteriores do FMI apontavam para um crescimento do Produto Interno Bruto de 7,3 por cento. No entan to, reviu agora em baixa as previsões para este ano e para 2026. A estimativa é agora de um crescimento do PIB mais lento, de 3,5 por cento.
A nível de preços, o FMI espera um crescimento no território de 0,9 por cento ao longo deste ano e de 1,3 por cento em 2026. E relativamente ao desemprego a expectativa é que nos próximos dois anos a taxa seja de 1,7 por cento, abaixo da taxa de 1,8 por cento de 2024, ainda assim considerado pleno emprego.
Apesar da revisão em baixa, a economia de Macau deverá registar o maior crescimento entre as “economias avançadas” asiáticas, onde se incluem países e regiões como Coreia do Sul, Hong Kong, Japão, Nova Zelândia, Singapura, Taiwan e ainda a Austrália.
Em relação à economia chinesa, a estimativa é que o crescimento seja de 4 por cento este ano, e também 4 por cento em 2026. A zona das economias emergentes e em desenvolvimento da Ásia tem previsto um crescimento médio de 4,5 por cento em 2025 e 4 por cento em 2026.
Não é só na Ásia que houve uma revisão em baixa das estimativas de crescimento, o mesmo aconteceu para a economia global, em que o crescimento esperado é agora de 2,8 por cento. Anteriormente, em Janeiro, era de 3,3 por cento. Face a 2026, a expectativa é que a economia mundial cresça 3 por cento, quando em Janeiro era de 3,3 por cento.
No relatório publicado na terça-feira, o FMI justifica a revisão em baixa das estimativas com as novas tarifas americanas e a vontade de redesenhar o comércio global: “Grandes mudanças políticas estão a reiniciar o sistema de comércio global e a dar origem a incertezas que estão, mais uma vez, a testar a resistência da economia global”, é indicado.