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Câmara dos Representantes: aliado de Trump perde primeira votação, mas garante continuidade após nova votação

O republicano Mike Johnson foi reconduzido esta sexta-feira para seguir à frente da Câmara dos Representantes com o apoio de Donald Trump.

O republicano Mike Johnson perdeu a primeira votação para ser reeleito presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, apesar do apoio de Donald Trump, tendo recebido inicialmente 216 votos.

Na segunda votação, contudo, Johnson acabou por ter os votos suficientes para manter a liderança, mas terá de enfrentar um grande desafio no Congresso com a maioria mais estreita da câmara baixa. Johnson acabou por derrotar Jeffries depois dos dois republicanos que inicialmente votaram contra alteraram os seus votos.

Johnson, um advogado de 52 anos, conseguiu o cargo em 2023 depois de um golpe palaciano que paralisou a Câmara dos Representantes durante semanas.

Refira-se que em maio, onze republicanos votaram a favor de destituir Johnson depois de ter enfurecido a ala trumpista levando à Câmara um enorme pacote de ajuda à Ucrânia. Daquela vez, os democratas salvaram-no.

– “O menos objetável” –

Como era esperado, os democratas votaram em seu líder.

Um fracasso de Johnson nas rodadas seguintes abriria caminho para que os conservadores que se opõem a ele tomem a iniciativa ou para que sejam realizadas conversas secretas entre os dois partidos, o que poderia resultar na eleição de um republicano de consenso apoiado pelos democratas.

No entanto, nenhuma alternativa credível a Johnson foi publicamente apresentada.

Três figuras de destaque do partido — Steve Scalise, Tom Emmer e Jim Jordan — demonstraram interesse no cargo, mas nenhum deles conseguiu vencer em 2023.

O presidente da Câmara dos Representantes passou parte das férias de Natal ao telefone.

Sua situação é complicada, pois, quanto mais concessões fizer aos radicais, mais se distancia dos moderados, cujo voto também é necessário.

“Ele só foi elegível da primeira vez porque nunca ocupou nenhum tipo de cargo de liderança, nem jamais lutou por nada, então ninguém desgostava dele e todos estavam cansados de votar”, publicou nesta semana na rede social X o conservador de Kentucky Thomas Massie.

“Ele venceu por ser o candidato menos objetável, e já não possui esse título”, acrescentou.

*Com agências

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