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Presidentes russo e chinês elogiam cooperação bilateral em cimeira dos BRICS

Os Presidentes russo e chinês elogiaram ontem a cooperação entre Moscovo e Pequim, com Vladimir Putin a pretender um reforço dos laços bilaterais que Xi Jinping caracterizou como sólidos, em declarações à margem da cimeira dos BRICS.

Na cidade russa de Kazan, Putin, o anfitrião da cimeira do bloco das economias emergentes que começou ontem, afirmou a Xi Jinping que pretende “reforçar” ainda mais os laços com Pequim, que considera ser um “fator de estabilidade” na cena internacional.

“A Rússia e a China tencionam reforçar a sua cooperação para garantir a estabilidade”, afirmou o governante russo durante um encontro com o chefe de Estado chinês, acrescentando que as relações entre os dois Estados são “um exemplo” para todos os países, uma vez que são mutuamente benéficas e não respondem a conjunturas.

Xi Jinping elogiou, por seu lado, o seu homólogo russo pela solidez dos laços bilaterais num contexto internacional “caótico”.

“O mundo está a passar por mudanças profundas, sem precedentes desde há um século. A situação internacional é caótica (…). Mas estou firmemente convencido de que a profunda amizade que uniu a China e a Rússia de geração em geração não mudará”, afirmou.

Xi agradeceu a Putin o convite para visitar Kazan, capital da república russa do Tartaristão, e recordou que este é o terceiro encontro entre os dois líderes em 2024.

Seguimos o caminho certo para construir relações entre grandes potências com base nos princípios do não-alinhamento, da não-confrontação e da não-destruição de países terceiros”, afirmou o líder chinês, que sublinhou ainda que o grupo BRICS é uma das plataformas mais importantes para a promoção de uma nova ordem mundial multipolar.

O grupo BRICS, inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, expandiu-se este ano para nove membros com a integração do Irão, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos.

O bloco procura tornar-se um poderoso contrapeso ao Ocidente na política e eventos comerciais mundiais, que são de particular interesse para Moscovo e Teerão, que enfrentam sanções europeias e norte-americanas.

O chefe de Estado russo vai presidir hoje à noite a um jantar em Kazan, no qual participarão os líderes dos nove países membros dos BRICS e representantes de cerca de 20 países interessados em aderir ao grupo. A cimeira do grupo decorre até quinta-feira.

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