O relato foi feito de forma reservada à Folha e a outro veículo por um militar envolvido na operação na noite desta terça-feira (24). Segundo ele, as forças estão prontas para emprego, caso a campanha para degradar as capacidades do Hezbollah e empurrar o grupo libanês para norte da linha acordada em 2000 com a ONU, na altura do rio Litani, não dê certo pelo ar.
Até aqui, a ação iniciada na semana passada destruiu “milhares de foguetes”, segundo o oficial. O chefe da força de mísseis do Hezbollah foi morto nesta terça, e a cúpula da unidade criada para se infiltrar no norte de Israel, na sexta-feira (20). Mas o fardado admite que isso pode não ser suficiente.
Até o início da atual campanha, diz, o Hezbollah era um “time profissional” comparado com o Hamas. Ele lembrou que os libaneses lutaram ao lado da ditadura de Bashar al-Assad e de forças iranianas na guerra civil da Síria. Além disso, comandam um formidável arsenal estimado em 160 mil mísseis e foguetes, mais do que a maioria dos países do mundo.
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