Manuel Lopes, enfermeiro de formação base, professor catedrático e diretor do curso de doutoramento em Ciências e Tecnologia da Saúde e do Bem-Estar, administrado em associação nas universidades Nova, em Lisboa, e de Évora, onde se trabalha a “transprofissionalidade”, diz mesmo que “o futuro vai ter de ser por este caminho”. “Não há volta a dar. Faz todo o sentido do ponto de vista da evolução da formação nos últimos trinta anos e dos cuidados ao doente. Cria uma relação muito próxima entre o prescritor e o consumidor, poupa dinheiro ao Estado e só tem vantagens para o doente do ponto de vista da eficácia farmacológica. Os estudos que existem demonstram enorme eficácia”, justifica.
As organizações internacionais que representam os enfermeiros, como a Federação Europeia das Associações de Enfermagem, há muito que vêm a defender a regulamentação desta competência, mas em Portugal “o tema ainda é tabu”, assume o bastonário da classe, Luís Filipe Barreira, que definiu o tema como uma das prioridades do seu mandato para o colocar na agenda política.
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