“A proposta que o Governo traz hoje para cima da mesa resulta do acordo que nós apelidámos de empobrecimento, assinado com outras duas estruturas sindicais [da UGT] e aquilo que se verifica é a continuidade desse caminho de empobrecimento”, afirmou o líder da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, Sebastião Santana, no final de uma reunião com a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, em Lisboa.
Segundo disse, o Governo propôs um aumento de um nível remuneratório, o que equivale a cerca de 52 euros “para a maioria dos trabalhadores” ou 2%, tal como estava previsto no acordo plurianual assinado em outubro entre o Governo e as estruturas sindicais da UGT.
“Num quadro em que o aumento do custo de vida é conhecido por todos, enormíssimo, em áreas como a habitação que nem sequer são contempladas na inflação, e pela própria inflação que se regista, é um valor que fica muito aquém da necessidade de reposição do poder de compra”, defendeu Sebastião Santana.
O líder da Frente Comum disse que na reunião com a ministra Mariana Vieira da Silva e a secretária de Estado da Administração Pública, Inês Ramires, “houve um conjunto de outras propostas que, não estando ainda formalizadas, são assuntos que vão ser discutidos na próxima reunião, que ficou agendada para 4 de outubro e que dizem respeito ao trabalho suplementar e ajudas de custo”.
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