O culpado é Napoleão. Isto é uma “blague”, mas é claro que, ao invadir a Península Ibérica, em 1807, o imperador francês precipitou todos os processos secessionistas na América Latina. O caso do Brasil é diferente dos outros. Assinalando-se agora o bicentenário da independência (7 de setembro), lembra-se a colónia que passou a ser reino, em 1815, voltou a ser colónia, em 1820, e não suportou a afronta. Mais do que do instinto de libertação, o Brasil nasceu do orgulho ferido.
200 anos da Independência do Brasil. D. Pedro, que só de forma efémera foi rei de Portugal, fez-se brasileiro na juventude
Esse é um quadro conjuntural, mas há sempre questões estruturais a ter em conta. E a mais importante é a viragem na economia mundial suscitada pela Revolução Industrial, beneficiando a Inglaterra, eminência parda em todo este processo. Necessitada de pôr termo à economia protecionista de plantações no mundo colonial, introduzindo um livre-cambismo que lhe era favorável, a potência britânica ajudou, também, a dar aos brasileiros (portugueses do Brasil) protagonismo, autonomia e potencial de crescimento.
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