A pequena comunidade portuguesa no Líbano está a passar fome e a viver um clima de apreensão, inquietação, sofrimento, incerteza, face a uma crise económica que se agrava diariamente e que está a deixar o país sem classe média.
A perceção foi dada à agência Lusa por dois representantes da centena de elementos da comunidade portuguesa no Líbano (metade deles tem dupla nacionalidade), a antiga advogada Rita Dieb e o fotojornalista João Sousa, que salientaram as “enormes e reais dificuldades para se sobreviver”, agravadas com a pandemia de Covid-19.
“Há dificuldades enormes e reais em sobreviver. Há a desvalorização da moeda, não há acesso aos dólares nos bancos, uma hiperinflação, os ordenados não foram atualizados, instabilidade política e social, medos de uma guerra civil e de uma invasão de Israel. Há um cessar-fogo oficial, mas há sempre esse medo real de que possa haver um conflito armado entre os dois países”, sintetizou João Sousa à Lusa.
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