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EUA obrigam redes sociais a revelar como recolhem informações de utilizadores

A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos instou hoje as gigantes tecnológicas de Silicon Valley, incluindo o Facebook, a Amazon, o YouTube (da Google) e o Twitter a revelarem como é que recolhem informações dos utilizadores.

Em comunicado, esta agência federal norte-americana avançou que está a procurar informações “sobre como é que as redes sociais e serviços de ‘streaming’ recolhem, utilizam, rastreiam, estimam ou extraem informações pessoais [dos utilizadores] e estabelecem dados demográficos”.

A Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla inglesa) também está a tentar perceber como é que estas gigantes tecnológicas determinam quais os anúncios e conteúdos que são direcionados e recomendados para consumidores específicos.

As empresas têm 45 dias para responder a este pedido, acrescenta a comissão, que vai utilizar as informações facultadas para fazer um relatório compreensivo sobre esta matéria.

A utilização de algoritmos e a “análise de dados e informações pessoais” dos utilizadores também é outra questão que intriga esta comissão, uma vez que há uma preocupação crescente em perceber como é que as redes sociais “alimentam” os utilizadores e como é que estas “práticas afetam crianças e adolescentes”.

“Nunca houve uma indústria capaz de vigiar e monitorizar tanto das nossas vidas pessoais”, alegaram três dos cinco comissários da FTC através de uma declaração conjunta, razão pela qual o estudo vai permitir “levantar o véu nas empresas de redes sociais e ‘streaming’ em vídeo” para as poder “estudar cuidadosamente”.

Contudo, ainda não é certo que estes pedidos de informações sejam, mais tarde, convertidos em processos judiciais, porém, este órgão federal lançou esta semana, em uníssono com vários estados norte-americanos, ações judiciais contra o Facebook por práticas que violam as regras de competitividade.

Neste contexto, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos da América (EUA) solicitou ao Departamento da Justiça o desmantelamento da rede social por intermédio da alienação do WhatsApp e do Instagram.

Além da empresa cofundada por Mark Zuckerberg, também o YouTube – que é propriedade da Google -, o Twitter, a Amazon, a ByteDance – proprietária da popular rede social TikTok -, o Reddit, o Discord e o Snap – detém o Snapchat – são visados neste pedido de informações.

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